Envolvidas foram encaminhadas à delegacia, mas uma delas afirmou que não deseja representar criminalmente nem pedir medida protetiva
Uma briga entre duas mulheres que mantêm um relacionamento terminou com a intervenção da Polícia Militar na madrugada deste domingo, 30, no Jardim Oiti, em Três Lagoas.
Segundo o registro policial, a ocorrência aconteceu por volta das 5h e envolveu duas mulheres, de 25 e 22 anos. A equipe da Rádio Patrulha foi acionada pelo 190 após informações sobre uma possível ocorrência de violência doméstica.
No endereço, uma das envolvidas relatou aos policiais que a companheira teria iniciado uma discussão por motivos fúteis. Conforme o relato, a discussão teria evoluído para agressões físicas, com tapas e uma tentativa de enforcamento, que teria provocado uma suposta lesão.
Apesar da alegação, os militares informaram que não encontraram sinais aparentes de lesões físicas durante o atendimento. A segunda mulher também foi ouvida pela equipe. Ela confirmou que houve uma discussão entre o casal, mas negou ter agredido fisicamente a companheira.
Uma terceira mulher, identificada no registro como madrinha de uma das envolvidas, afirmou ter presenciado a discussão. Durante a atuação policial, ela fez gravações em vídeo com o próprio celular e posteriormente apresentou os registros às autoridades para eventual análise.
Uma das mulheres chegou a apontar uma possível lesão na região esquerda da testa. Entretanto, conforme o registro da ocorrência, os militares não constataram sinais aparentes de ferimento.
Diante dos relatos conflitantes, as envolvidas e a testemunha foram encaminhadas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) de Três Lagoas, onde o caso foi apresentado à autoridade policial.
Segundo o boletim, nenhuma das partes apresentava lesões aparentes no momento da condução, e não foi necessário o uso de algemas.
Durante a confecção do registro, a testemunha teria feito uma declaração considerada ameaçadora contra os policiais, afirmando que, caso seu aparelho celular fosse apreendido, “a guarnição iria se ver” com a equipe. A fala também foi registrada para apuração de possível crime de ameaça.
Apesar do relato de agressão, uma das envolvidas declarou à autoridade policial que não desejava representar criminalmente contra a companheira e também informou que não pretendia solicitar medida protetiva de urgência.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, que poderá adotar as providências cabíveis.


