ECONOMIA

Três dias após anunciarem greve, caminhoneiros se reúnem com o governo e descartam paralisação

A reunião que durou 5 horas, pautou o reajuste da planilha da tabela do piso mínimo de frete, fiscalização do cumprimento da tabela de frete mínimo e a promessa de atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel, reivindicações da categoria.

 
 

23/04/2019 10h02
Por: Redação

 
 
Após retomar comunicação com o governo, caminhoneiros têm reivindicações pautadas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Após retomar comunicação com o governo, caminhoneiros têm reivindicações pautadas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Na segunda-feira de ontem (22), após uma reunião com o Ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, a categoria dos caminhneiros optou por recuar da paralisação que havia sido anunciada para a segunda-feira (29).

A reunião que contou com cerca de 30 representantes de 11 entidades de classe, além de um grupo de caminhoneiros autônomos, durou aproximadamente 5 horas e pautou as principais reivindicações da categoria: O reajuste da planilha da tabela do piso mínimo de frete, a intensificação da fiscalização do cumprimento da tabela de frete mínimo (onde o governo quer contar com o auxílio da equipe, o que será feito após o ministro e o presidente da CNTA assinarem um termo formalizando o procedimento), além da promessa de atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel.

Diante dos rumores de mais uma paralisação, o governo havia apresentado um pacote de medidas para a categoria que inclui a adoção de uma linha de crédito de R$500 milhões de reais em que cada caminhoneiro seria contemplado com um financiamento de R$30 mil reais, voltado à manutenção dos seus veículos, além de uma proposta de melhoria nas estradas e a construção de pontos de descanso, porém para a categoria as medidas não foram consideradas suficientes.

Após mais conversas e definições. Wanderlei Alves, líder dos caminhoneiros, disse que a paralisação deverá ser descartada e declarou também: "Da minha parte, eu peço aos caminhoneiros que se acalmem".

O presidente da confederação Nacional dos Transportadores crê que o governo conseguirá administrar as condições do momento e que a paralisação está descartada.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, através do seu Twitter, falou que após a reunião o governo trabalhará com "soluções efetivas", disse ainda que as portas para o diálogo estão sempre abertas e que o diálogo é a prioridade do governo.

Da redação com informações do portal Agência Brasil.