03/08/2017 15h50

"Minha esposa não me deixa ter facebook" diz dono de perfil "fake" de policial morto

 
Por: Ana Carolina Kozara
 
 
Genivaldo marcou encontro com uma Genivaldo marcou encontro com uma "isca" e foi descoberto. (Foto: Henrique Neto/Caçula FM)

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Um perfil fake criado na rede social Facebook, que utilizava fotos do policial militar Edu Wesley Inácio de Almeida, assassinado em em Três Lagoas, em agosto de 2010, gerou revolta em familiares e em internautas.

O crime virtual chegou ao conhecimento da polícia na terça-feira (1º), depois que uma amiga da viúva do militar recebeu uma solicitação de amizade do falsário.

Equipes das polícias Militar e Civil, com o apoio da Polícia Federal, se uniram na investigação e chegaram ao responsável pela página: Genivaldo Francisco da Silva, de 35 anos, que em entrevista à reportagem da Caçula FM 96,9 MHz, disse que criou a conta porque sua esposa o proibia de ter um perfil próprio.

A DESCOBERTA

A viúva do militar, Telma Cézero, descobriu o perfil depois que uma amiga recebeu a solicitação de amizade do falsário e, no momento em que abriu as fotos da página, viu que se tratava de um fake (falso) com imagens de Edu.

O PERFIL

O dono da página se identifica como Magino Fermino da Silva e, em menos de um mês de registro no Facebook, contava com mais de dois mil amigos – a maior parte mulheres

Genivaldo usava a rede social para se aproximar do público feminino que, sem saber da história escondida por de trás das fotos, conversavam e "rasgavam" elogios às imagens.

 
reprodução Facebook reprodução Facebook

A INVESTIGAÇÃO

Foi através do contato de uma mulher na rede social falsa que os policiais conseguiram identificar, rastrear e deter o autor do crime.

A "isca" trocou mensagens com Genivaldo e, depois de conseguir o telefone dele, passou a se corresponder através do aplicativo Whatsapp. Foi assim que policiais envolvidos na investigação conseguiram rastrear o autor.

A DETENÇÃO

A esposa de Genivaldo faz tratamento de câncer em um hospital da cidade. Na tarde desta quinta-feira (3), quando levava a mulher para exames na unidade de saúde, ele foi abordado e detido por policiais de uma equipe reservada da PM.

ARREPENDIMENTO

Em entrevista, Genivaldo disse que não sabia que as imagens eram de um policial falecido e que decidiu apagar fotos e postagems ao se corresponder com a viúva do militar.

Para a reportagem, ele disse que escolheu a imagem do militar porque é admirador do trabalho da polícia e que encontrou as fotos em uma pesquisa no Google. As de Edu chamaram sua atenção.

PROCESSO

O inquérito do caso foi aberto na 1ª Delegacia de Polícia Civil e Genivaldo pode ser processado por crime cibernético e falsidade ideológica.

A pena para este crime pode chegar a cinco anos de reclusão.



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