13/09/2017 08h44

Interrogatório da Operação Cambota terminou nesta quarta-feira. Conheça os nomes:

Ação apontou que três oficinas mecânicas e servidores superfaturaram mais de 50% das verbas destinadas a manutenção de carros oficiais.

 
Por: Da Redação
 
 

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A Polícia Federal (MS) através da Operação Combota desarticulou o esquema de corrupção que pode ter gerado um prejuízo de mais de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos de Três Lagoas (MS).

A ação deflagrada na ultima terça-feira (12) apontou que três oficinas mecânicas do município e servidores do 3º escalão superfaturaram mais de 50% das verbas destinadas a manutenção de carros oficiais. O esquema ocorreu nos anos de 2015 e 2016 na gestão da ex-prefeita Marcia Moura.

Foram interrogados os funcionários Geraldo (responsável pela manutenção da frota), Fausto (responsável pela manutenção dos veículos da saúde) e Wilsinho (responsável por toda a frota da prefeitura). Os sobrenomes dos interrogados ainda não foram divulgados pela PF.

Também foram ouvidos os proprietários das oficinas mecânicas Dom Bosco, Guapocar e PneuCar. As perguntas aos acusados foram previamente elaboradas através de um questionário. O interrogatório terminou no inicio desta quarta-feira (13).

Cleo Mazzotti, Alan Wagner Nascimento Givigi e Vinícius Faria Zangirolani delegados da Polícia Federal, através de coletiva à imprensa explicou como o grupo agia.

Uma empresa de Dourados (MS) era a responsável por controlar a gestão de manutenções da prefeitura. Quando precisava de um serviço, o município enviava o pedido a essa empresa, que através de um sistema de informática, abria a licitação e recebia os orçamentos das oficinas. A partir disto os servidores escolhiam as empresas que fariam a manutenção da frota. É quando, segundo os delegados, o esquema começava. Conforme o esquema ia sendo investigado, a força-tarefa da PF percebeu o nome das mesmas oficinas em cerca de 70% dos serviços prestados a prefeitura, na grande maioria, eram sempre as mesmas oficinas que enviavam os orçamentos e a primeira a apresentar os valores a empresa, obrigatoriamente ganhava a licitação.

Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu alterações de preço de 100 a 200% do normal nos serviços prestados por essas três oficinas. Em alguns casos, os policiais encontraram superfaturamentos em torno de 486% do valor das peças substituídas nos veículos.

Em cada ano em que o esquema funcionou, os policiais identificaram que 50% do valor gasto pelos cofres públicos eram superfaturados, o que totaliza um prejuízo e R$ 1,6 milhões.

Apreensões

Foram cumpridos 20 mandados, sendo 13 de condução coercitiva e 7 de busca e apreensão. Os servidores do 3º escalão da Prefeitura, funcionários e dono das oficinas envolvidos no esquema, foram levados para a sede da Polícia Federal e ouvidos.

Além disso, documentos relacionados ao contrato dos serviços com a prefeitura foram apreendidos pelos policiais. Ninguém foi preso e agora as investigações do caso continuam para identificar quais eram as vantagens que os servidores recebiam para organizar o esquema.

Ainda conforme a PF, não foram encontrados indícios da participação da prefeita em exercício durante o esquema, Marcia Moura, nem de funcionários do primeiro escalão.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva, cujas penas somadas podem chegar a 26 anos de prisão.

Operação Combota

Cambota é o nome popular do Virabrequim, peça responsável pela movimentação do automóvel. Como a fraude consistia em direcionar e majorar serviços nos automóveis da frota, o nome faz alusão à atuação policial, no sentido de desarticular a organização criminosa impedindo sua movimentação.

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