13/09/2017 09h01

CNJ enviou representantes para investigar caso de filho de desembargadora

Envolvidos no caso: os dois juízes de primeira instância que determinaram a prisão de Breno e o diretor do presídio em Três Lagoas onde Breno estava preso

 
Por: Nelson Roberto
 
 
Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (Foto: Facebook) Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (Foto: Facebook)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enviou representantes a Mato Grosso do Sul para investigar o caso Breno Borges, filho da desembargadora Tânia Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). Ele conseguiu a transferência de um presídio para uma clínica psiquiátrica.

São juízes auxiliares que foram enviados de Brasília e fazem parte da corregedoria do CNJ. Eles foram para Mato Grosso do Sul para ouvir depoimentos de envolvidos no caso: os dois juízes de primeira instância que determinaram a prisão de Breno e o diretor do presídio em Três Lagoas onde Breno estava preso antes da desembargadora Tânia Borges ir até a cadeia para libertá-lo e levá-lo à clínica psiquiátrica no interior de São Paulo.

Os representantes do CNJ também pediram imagens das câmeras de segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), para saber se pouco tempo antes da decisão que determinou a transferência de Breno, a desembargadora teve contato com os colegas, os desembargadores Ruy Celso Barbosa Florence e José Ale Ahmad Netto, responsáveis por essa transferência.

Tudo isso vai gerar um relatório que vai ser entregue ao corregedor nacional de Justiça e depois deve ser submetida à votação no plenário do CNJ com pedido de afastamento da desembargadora. Esse pedido foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS).

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Breno Borges no caso da participação dele no plano de fuga de um traficante. Esse processo ainda estava na esfera policial, mas o inquérito já estava concluído. Se a Justiça aceitar essa denúncia, ele passa de investigado para acusado por esse caso.

Breno Borges cumpre prisão em uma clínica médica no interior de São Paulo desde o dia 21 de julho, quando o desembargador José Ale Ahmad Netto concedeu liminar para Breno deixar o presídio de Três Lagoas, onde estava preso desde abril ao ser flagrado com 129 quilos de maconha, 270 munições e uma arma sem autorização.

O juiz Idail de Toni Filho, da comarca de Água Clara, determinou a suspensão do processo de Breno até a conclusão do laudo de insanidade mental.

No dia 31 de agosto, a namorada de Breno foi presa pela segunda vez este ano. A primeira foi com Breno, em abril, em Água Clara. Os dois transportavam em um carro 129,9 quilos de maconha e 200 munições de fuzil. Segundo a Polícia Federal, a jovem também estaria envolvida, junto de Breno e outras pessoas, de tentativa de resgate de um preso em Campo Grande.

Publicidade

Envie seu Comentário