10/07/2013 - Atualizado em 10/07/2013

Funasa capacita trabalhadores da reciclagem em Campo Grande

Por: Assessoria
 
 
Foram diagnosticados inúmeros problemas e deficiências nas cooperativas, tais como falta de maquinários, equipamentos, instalações e veículos adequados para todas as etapas envolvidas na coleta e reciclagem de materiais.
Foto: Assessoria Foram diagnosticados inúmeros problemas e deficiências nas cooperativas, tais como falta de maquinários, equipamentos, instalações e veículos adequados para todas as etapas envolvidas na coleta e reciclagem de materiais.
Foto: Assessoria

Na última segunda-feira, a Fundação Nacional de Saúde de Mato Grosso do Sul (FUNASA) participou de uma reunião na Secretaria de Assistência Social de Campo Grande, juntamente com outros órgãos, para discutir o que foi levantado durante as visitas realizadas às cooperativas de reciclagem de Campo Grande entre os dias 18 e 24 de junho.

Nessas visitas foram diagnosticados inúmeros problemas e deficiências nas cooperativas, tais como falta de maquinários, equipamentos, instalações e veículos adequados para todas as etapas envolvidas na coleta e reciclagem de materiais.

“Em algumas cooperativas pudemos ver que as instalações não tem prensa, em outras, vimos que os trabalhadores não tem como mover ou transportar o material prensado, e em algumas, o barracão que serve de abrigo para os materiais não é adequado, pois não protege de chuvas, por exemplo, e isso dificulta muito o trabalho dessas pessoas”, afirma o técnico da FUNASA de MS, Gregório Corrêa, que esteve presente na reunião.

Problemas sociais também foram detectados, como a falta de documentação pessoal, analfabetismo, risco de contaminação de solos onde as cooperativas estão montadas, além de crianças sem creche e indígenas sem a documentação. Ainda segundo Gregório, a FUNASA de MS pretende agregar a Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Grupo de Trabalho, para tratar da situação dos indígenas encontrados sem documentação.

O trabalho com os trabalhadores será realizado pelo Serviço de Saúde Ambiental (SESAM) da FUNASA de MS, através de projetos de capacitação e educação ambiental e saúde, onde serão orientados sobre a organização das cooperativas, o uso correto do equipamento de proteção individual, como fazer a coleta seletiva de forma correta; orientações preventivas sobre a destinação adequada do material que não pode ser reciclado, e a importância do uso dos equipamentos de segurança para evitar contaminação, tanto deles mesmos quanto dos ambientes onde as cooperativas estão instaladas.

Para o Superintendente da FUNASA de MS, Pedro Teruel, esse é um grande passo para as pessoas que vivem da reciclagem. “Vamos proporcionar conhecimento para que essas famílias alcancem a estabilidade financeira através da regularização do trabalho de reciclagem em Campo Grande, pois as cooperativas só podem receber recursos se estiverem organizadas e legalizadas.”

Algumas das propostas envolvem órgãos como a Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande (Semed), que deve atuar na melhoria de escolaridade dos trabalhadores. A Secretaria de Assistência Social (SAS) deve criar um Programa Municipal de Sociedade Sustentável, Empreendedorismo e Economia Solidária, incluir as famílias nos projetos sociais dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), e em programas de transferência de renda como o Bolsa Família.

Existe ainda a sugestão de criação de um pacto de cooperação entre todos os órgãos envolvidos, para que a execução dos projetos tenha continuidade, mesmo após a mudança da gestão atual.

As propostas do Grupo de Trabalho serão apresentadas durante a Conferência Municipal de Meio Ambiente, que será realizada nos dias 26 e 27 de julho, em Campo Grande (MS).

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