11/01/2017 - Atualizado em 11/01/2017

Filho fala em desejo do pai em doar órgãos e momento de decisão da família

Por: Dourados News
 
 
Toda a logística foi montada no hospital para a capacitação dos órgãos. Foto : Joandra Alves Toda a logística foi montada no hospital para a capacitação dos órgãos. Foto : Joandra Alves

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Joel da Silva Ramos de 27 anos, filho do Guarda Municipal Roberto Aparecido Ramos, que foi a óbito na segunda-feira (09), após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), falou sobre o desejo do pai em doar os órgãos e sobre o momento de decisão da família em atender a vontade do pai, que ele classificou como não ser fácil.

O jovem estava juntamente com familiares no Hospital da Vida, onde ocorreu a captação dos órgãos do pai, relembre aqui.

"Olha, a decisão para doação de órgãos não é simples, pelo fato do procedimento burocrático que é demorado, muito minucioso, mas o nosso pai sempre quis ser doador de órgão e nós não podíamos deixar de acatar a decisão dele, sabendo que existia essa possibilidade de ajudar outras famílias e pessoas", contou Joel.

O rapaz disse ainda que a doação que é um ato de amor, faz com que a família se conforte em saber que o pai continua ajudando outras pessoas, sendo elas as que receberão os órgãos.

"Nós estamos fazendo com que outras famílias, não passem esse sofrimento da perda que nós passamos. O que conforta o nosso coração é saber que ele vai estar ainda em algum lugar no Brasil dentro de alguém, vai ter um pedacinho dele, que vai estar ajudando outras pessoas que é o que ele sempre fez da vida, é fazer o bem sem olhar a quem", desabafou o jovem.

Sobre a decisão em doar os órgãos, Joel conta que não foi fácil, mas a família já havia pensado na possibilidade quando receberam a notícia que o pai havia sofrido um AVC.

"Assim que foi constatado (a morte), mas nós já havíamos levantado essa possibilidade, quando ficamos sabendo que ele teve um AVC. Ele é doador de órgãos, sempre nos falou que ele seria doador se fosse possível e simplesmente acatamos a vontade dele. Por mais que o processo é um pouco mais sofrido. Mas acalmamos o nosso coração, que ele vai poder ajudar outras pessoas", enfatizou o jovem.

Ele disse ainda que apesar do momento difícil, as pessoas devem pensar sempre no amor ao próximo, saber que um ato como esse pode salvar a vida de outras pessoas, e amenizar a dor das famílias que aguardam por anos na espera de um transplante de órgão.

"Eu penso que temos que pensar no amor ao próximo, na fraternidade, na humanidade e pensar que se existe uma possibilidade de salvar uma vida e de ajudar outras pessoas, porque não fazer? É mais demorado? É, mas ele já se foi a dor que eu senti ontem é a mesma que irá permanecer, então não tem o porquê de adiantar o processo e enterrar o meu pai e saber que depois ele poderia salvar outras vidas. Eu peço que quem tiver a oportunidade, se for possível fazer a doação dos órgãos é muito importante para ajudar outras pessoas e famílias", finalizou o jovem.

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