31/03/2014 - Atualizado em 31/03/2014

Padrasto é indiciado por morte de criança de dois anos após suposto espancamento

Suspeito é lutador de artes marciais, professor de academia e está foragido

Por: R7
 
 
Daryell Dickson Meneses Xavier, tem 25 anos, está foragido
Reprodução / Facebook

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O padrasto de uma criança de um ano e 11 meses, morta após um suposto espancamento na última quinta-feira (27), foi indiciado por homicídio pela delegada-chefe da 38ª DP (Vicente Pires), onde a ocorrência está registrada, Tânia Soares. O homem, identificado como Daryell Dickson Meneses Xavier, tem 25 anos e dava aula em duas academias.

A vítima, que complateria dois anos na próxima sexta-feira (4), deu entrada no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), com traumatismo craniano e uma fissura no ânus . Durante os exames, os médicos desconfiaram de espancamento e abuso sexual e denunciaram o caso à polícia.

— Recebemos a informação somente na noite do dia 28, por volta das 19h, e começamos a apurar as causas desses ferimentos, porque o traumatismo poderia ter sido provocado por uma queda da própria altura ou por uma queda no balanço da escola, por exemplo.

Na ocasião, os familiares estiveram na DP e conversaram com a delegada. O padrasto, que é lutador de artes marciais e professor de academia, também prestou esclarecimentos, mas a polícia percebeu informações conflitantes no depoimento dele e avançou nas investigações.

Na manhã deste sábado (29), por volta das 8h, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) e os exames comprovaram que o traumatismo foi provocado por uma "ação contundente".

— Com isso, descartamos a queda da própria altura porque o ferimento foi provocado por uma força extrema exercida sobre o crânio da criança, mas o padrasto insistiu em levantar outras hipóteses, dizendo que foi uma queda na escola ou até mesmo da cama em casa.

Diante dessa informação, os peritos estiveram na casa do suspeito e verificaram que havia indícios o suficiente para tê-lo como principal suspeito pela morte do bebê.

Essa desconfiança ganhou ainda mais força porque o padrasto não compareceu ao enterro da vítima, no fim da tarde deste domingo (30), nem deu mais notícias aos familiares.

— Ele saiu da delegacia com a intenção de não voltar mais. Agora, temos certeza de que ele realmente praticou esse delito.

A prisão temporária do suspeito foi decretada pela Justiça do Distrito Federal no próprio domingo, mas ele ainda não foi localizado. Agora, a polícia aguarda o laudo pericial para descobrir o que provocou a fissura anal.

— Não sabemos ainda se isso foi um abuso sexual. Não temos elementos ainda para dizer se essa fissura foi provocada por uma causa interna ou externa, mas a prisão temporária dele já foi decretada pelo homicídio.

Em depoimento, a mãe da vítima disse que o acusado estaria acima de qualquer suspeita, porque seria um excelente padrasto.

Para a família, não há nenhuma possibilidade de ele ter desferido um soco, por exemplo, que pudesse provocar a morte da criança.

— O que nos chama a atenção é que não existem lesões externas. Isso quer dizer que o traumatismo craniano foi provocado por algo que amortizou o golpe. Não deixou sinais visíveis, mas causou um grande estrago por dentro.



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