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12 de Agosto de 2012
Mudanças nas regras para o vestibular

O Senado da República aprovou nesta semana projeto de lei que tramita há tempos naquela casa, autorizando a criação de novo sistema de cotas para os estudantes, que postulam vagas numa universidade federal brasileira.

Já tínhamos cotas para índios e afrodescendentes e, agora este sistema foi estendido para alunos oriundos de escolas públicas,com baixa renda familiar. Este assunto é complexo, o mundo moderno não permite experiências neste setor que é o mais importante em todos os aspectos para evoluçãode um país.

Assistimos em poucas décadas países asiáticos e deoutras partes do mundo, experimentarem evolução fantástica no seu desenvolvimento tecnológico e na qualidade de vida mas, em todos os casos houve um componente similar. Investimentos racionais e vultuosos na educação.
Nosso congresso ao aprovar tais dispositivos, atesta nossa incompetência para melhorar o ensino básico do país. A ciência comprova que não há diferença estrutural neurológica entre raças. Portanto não há razão plausível para criarem facilidades para este ou aquele grupo,existe apenas razões culturais e comportamentais.

Vamos nivelar por baixo o padrão dos vestibulandos. Melhor seria em médio prazo dar aos estudantes do ensino básicos, estudos de qualidade para que todos tenham as mesmas condições para ingressarem em curso superior das mais renomadas universidades federais do nosso país.
Nas cotas raciais o assunto é mais polêmico ainda, quem neste país não tem um bisavô, tataravô índio ou negro, como diferenciar quem tem ou não direito às estas facilidades?

Isto é no mínimo discriminatório, criará diferenças entre alunos, haverá os de primeirae os de segunda categoria. Há que se corrigirem tais distorções sociais de maneira racional,não fechando os olhos para os graves problemas que temos em nosso ensino básico. Fazerem com que os recursos alocados para a educação cheguem efetivamente às salas de aulas, e não se percam nos meandres da burocracia.

Temos alunos brilhantes oriundos do ensino estatal, mas estes são exceções da regra, autodidatas. Para atingirmos níveis satisfatórios precisamos deestatísticas que atinjammédias internacionais de qualidade.

Isto equivale a sinalizar que há buracos numa pista, quando o correto seria reparar tais buracos.

Muitos políticos assumem posições eleitoreiras, criam apenas uma falsa ilusão de justiça social.Nosso grande país não precisa disto, necessitamos é de regras claras no ensino que nos conduzam em nível de destaque. Precisamos competir de igual pra igual com países de primeiro mundo, e não de benesses inclusive na educação.

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