HISTÓRICA ALIANÇA
No Mato Grosso do Sul, há décadas, o PSDB tem sido um histórico e fiel aliado do PMDB. Os dois partidos, até há bem pouco tempo, chegavam a se confundir em seus propósitos e projetos políticos, tal era a afinidade de amizade e de princípios entre suas principais lideranças no Estado. Isso vinha acontecendo desde o último mandato do ex-governador Wilson Barbosa Martins (PMDB), que acabou lançando e apoiando Ricardo Bacha para seu sucessor, pelo PSDB, e que acabou sendo derrotado por Zeca do PT.
DISPUTAS
Agora, a aliança histórica do PSDB e PMDB está sujeita a ser rompida com as disputas já anunciadas em Campo Grande, para a sucessão do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). O deputado Reynaldo Azambuja já anunciou que o PSDB não abre mão de candidatura própria na disputa eleitoral da Prefeitura da Capital e que não irá aceitar o que ele definiu como “jogo de André Puccinelli” (PMDB). Já que o PMDB também não pretende abandonar a supremacia histórica na administração da Capital, a disputa promete ser acirrada, envolvendo também outras siglas partidárias que cresceram nos últimos anos, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT).
IMPLOSÃO
Se, por uma série de “conveniências políticas” ocorrer a ruptura da aliança histórica do PMDB com o PSDB, notadamente fortalecida e mantida pela então deputada federal e senadora Marisa Serrano, hoje conselheira do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul(TCE/MS), quem leva a pior e poderá sofrer implosão, inevitavelmente, é PSDB. Aqui em Três Lagoas, superadas as crises de disputa por espaços de liderança, o PSDB tem se mantido estável, conseguindo eleger,e com chances à reeleição, o vereador Jorginho do Gás, que se mantém fiel aliado da prefeita Márcia Moura (PMDB).
PRÉ-CANDIDATURAS
Falando em PMDB, o Diretório Municipal do partido continuaintensa campanha de novas filiações partidárias, já em vista ao fortalecimento das pré-candidaturas, principalmente a de Márcia Moura, como pré-candidata a à reeleição como prefeita. Essa é a estratégia da política do PMDB. Quanto mais fortes forem os pré-candidatos a vereador, mais fácil se tornará a reeleição da prefeita. Pelos nomes das lideranças já filiadas, o PMDB estima que deverá eleger, além da prefeita, pelo menos sete vereadores de uma Legislatura a ser formada por 17 cadeiras na Câmara Municipal.
PRÉ-CANDIDATURAS
Continuando as baforadas políticas,assunto que mais tem sido abordado pelos fiéis que chegam diariamente ao Confessionário do Frei Kabeto, notamos que começam a sair da moita e a se tornar públicas as pré-candidaturas à chefia da Prefeitura de Três Lagoas. Além da prefeita Márcia Moura, natural pré-candidata à reeleição, com apoio incondicional das principais lideranças políticas locais e regionais do PMDB, também está sendo anunciada a pré-candidatura do vereador Ângelo Chaves Guerreiro (PDT). Ele deverá abandonar o partido para filiar-se ao novo PSD, em formação. Também borbulha a hipótese de lançamento de outras pré-candidaturas, ainda não reveladas de outras siglas partidárias, notadamente do PT, PSDB, PPS, PTB e PSB, incluindo a do empresário Hélio Morales.
PODER DE NEGOCIAÇÃO
O surgimento, até antecipado de pré-candidaturas a prefeito, fato que se repete a cada período pré-eleitoral, não é novidade aqui por estas terras de Antônio Trajano e em todas as demais cidades. Quanto mais baforadas surgirem por aí, alimentando colunistas políticos e a Imprensa em geral, melhor para o fortalecimento do poder de negociação do partido, quando da chegada da necessidade de apoio, alianças e acordos de conveniência política.Cada partido, por menos expressivo que seja, não pode deixar de afirmar e defender que possui “candidato próprio e forte” para sucessão da prefeita Márcia Moura. Como a política também é feita de artimanhas, todo o partido, neste período pré-eleitoral, procura alimentar seu poder de negociação.
CABELOS BRANCOS
Como nas Confissões do Frei Kabeto, os penitentes não confidenciam apenas assuntos de política, por estes dias, um penitente usou o confessionário para questionar-me quais seriam os motivos que levam as mulheres a se envergonhar dos cabelos brancos. A partir daí, comecei a observar que, apesar de também idosas, a maioria das mulheres, realmente, não mostra sinais de cabelos grisalhos em seus sempre renovados e atraentes penteados. Em minhas reflexões pessoais, passei também a maturar: “cabelos brancos são feiura?...”
VELHOS TEMPOS
Sou dos velhos tempos em que os cabelos brancos na cabeça do homem e da mulher eram sinais evidentes de imposição de respeito e honra. Afinal, os cabelos grisalhos eram marca indelével de lutas, conquistas e também de tropeços nas pedras que são colocadas no caminho da gente e que precisam ser afastadas com doloridos pontapés, se quisermos ir adiante e vencer na trajetória da vida. Em outras palavras, “é osso”. Com isso, quem ganha é a indústria química de sofisticadas tintas de tingir cabelos.
VER E CONVIVER
Ver não é a mesma coisa que conviver, conforme bem diz a Patrícia, minha esposa e companheira de lutas. Ela se referiu a certos pais separados dos seus filhos, que se contentam apenas a vê-los periodicamente, sem alimentar os laços afetivos de paternal convivência. Em outras palavras, como já se dizia há tempos, não basta ser pai tem que participar.